Michelle Bolsonaro elogia política de Lula para educação bilíngue de surdosFoto: Wikimedia Commons/ND Mais; Canva/ND Mais
O governo federal, por meio do MEC (Ministério da Educação), lançou nesta sexta-feira (3), em Brasília, a PNEBS (Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos), que busca assegurar a oferta qualificada, o acesso, a permanência e o êxito escolar dos estudantes atendidos pela modalidade de ensino.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro elogiou a medida, classificando-a como um “sonho realizado”.
“Parabenizo a nossa amada comunidade surda pelo lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos!”, escreveu. Ela afirmou que a modalidade separa-se da Educação Especial, o que traz mais autonomia e protagonismo para toda a comunidade surda.
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“No Brasil, a educação bilíngue de surdos contempla estudantes surdos, surdocegos, pessoas com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação e surdos com outras deficiências associadas. Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível”, reiterou.
Michelle Bolsonaro elogia política de Lula para surdosFoto: @michellebolsonaro/Instagram/ND Mais
A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, elogiada por Michelle Bolsonaro
De acordo com o Ministério da Educação, a PNEBS responde a uma demanda da comunidade surda e das redes públicas de ensino ao fortalecer políticas voltadas à garantia dos direitos educacionais e linguísticos dos estudantes, em consonância com a legislação vigente. Ela será estruturada a partir de seis eixos. São eles:
- Governança e coordenação federativa;
- Diretrizes;
- Currículo e material didático-pedagógico;
- Produção de conhecimento e monitoramento;
- Formação;
- Reconhecimento, valorização e difusão de experiências inovadoras.
Atualmente, apenas 12% das redes de ensino dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras. As provas, no formato VídeoLibras, alcançam somente 1,31% dos estudantes e, embora cerca de 51% das escolas possuam Salas de Recursos Multifuncionais, ainda há carência de apoio bilíngue especializado.
Além disso, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue de surdos.
