“Foi bem-sucedida”: Randolfe acusa oposição de barrar votação da escala 6×1Foto: Joice Golçalves/ND Mais
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) acusou a oposição, liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de articular uma obstrução para impedir a votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no plenário do Senado.
Segundo Randolfe, o movimento também teve a participação direta do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). O senador afirmou que os adversários do governo trabalharam para esvaziar o plenário e impedir que a matéria tivesse os votos necessários para avançar.
“Hoje houve uma ação coordenada da oposição, com o protagonismo do senador Flávio Bolsonaro e a liderança do senador Rogério Marinho”, declarou Randolfe.
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PEC 6×1 não foi colocada em votação
A proposta não chegou a ser submetida ao plenário porque os articuladores do texto não tinham segurança de que conseguiriam os 49 votos necessários para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
À bancada, em pronunciamento, senador Rogerio Marinho (PL-RN).Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Uma PEC precisa do apoio de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos, em dois turnos de votação. Para Randolfe, colocar a matéria em análise sem a garantia desse número poderia comprometer definitivamente o avanço da proposta.
“Poderíamos conseguir a aprovação, mas havia risco. Não é adequado correr risco sobre esse tema. Queremos colocar para votar com a garantia de que será aprovado”, afirmou.
Randolfe cita atuação de Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro
Randolfe também relacionou o comportamento da oposição no plenário aos votos contrários registrados durante a análise da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O senador citou especialmente Rogério Marinho, que votou contra o texto na comissão e, segundo ele, coordenou a mobilização dos parlamentares oposicionistas.
Flávio Bolsonaro também foi responsabilizado pelo movimento. Randolfe afirmou que caberá aos trabalhadores avaliar a atuação do senador diante de uma proposta que altera a jornada semanal de trabalho.
“Esse julgamento não cabe a mim. Cabe aos milhões de trabalhadores brasileiros que têm de trabalhar seis dias por semana”, disse.
Governo tentará votar fim da escala 6×1 até outubro
Apesar do adiamento, Randolfe garantiu que a proposta voltará à pauta. A articulação governista pretende discutir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a convocação de uma sessão específica para analisar o texto.
Caso a votação não ocorra antes do primeiro turno das eleições, a alternativa será levar a matéria ao plenário durante o esforço concentrado previsto entre os dois turnos.
“Até o final de outubro, de qualquer forma, essa matéria vai ser votada”, afirmou Randolfe.
O senador também pediu maior mobilização popular em defesa da proposta. Segundo ele, a pressão sobre os parlamentares será fundamental para garantir os votos necessários.
“A sociedade e os trabalhadores brasileiros precisam se manifestar, pressionar e mobilizar os senadores. Sem mobilização, não teremos a apreciação desse tema”, declarou.
Senador Randolfe RodriguesFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado/ND Mais
Oposição foi bem-sucedida, diz Randolfe
Randolfe reconheceu que a oposição conseguiu atingir o objetivo de impedir a votação naquele momento.
“O movimento da oposição foi bem-sucedido em obstruir a apreciação. Foi bem-sucedido pela articulação de Flávio Bolsonaro e do líder da oposição, Rogério Marinho”, afirmou.
Na avaliação do senador, a atuação dos oposicionistas demonstrou resistência ao fim da escala 6×1. Randolfe disse que o governo continuará negociando para consolidar os 49 votos necessários antes de submeter o texto ao plenário.

Joice Gonçalves Repórter
Joice Gonçalves é repórter do ND Mais em Brasília, de onde acompanha de perto as movimentações do Congresso Nacional, os bastidores dos Três Poderes e os rumos das Eleições 2026. Possui sólida experiência política, tendo acompanhado ativamente os pleitos eleitorais, tanto municipais quanto gerais, nas edições de 2018, 2020 e 2022. Além de escrever matérias sobre política, processo legislativo, sociedade e comportamento, produz conteúdos que explicam decisões do governo e seus impactos na vida do leitor. Formada em Comunicação pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), atua no jornalismo desde 2021 e tem experiência em grandes redações multimídia de TV e portais de notícia, com produção multiplataforma e projetos especiais que envolvem articulações políticas e o poder público. Leia mais ▾
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