Wilson Witzel desistiu da pré-candidatura ao Governo do Rio de Janeiro e declarou apoio a Anthony GarotinhoFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O ex-governador Wilson Witzel (Democrata) anunciou neste sábado (1º) que desistiu da pré-candidatura ao Governo do Rio de Janeiro para apoiar o também ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) nas eleições de 2026.
Segundo Witzel, a aliança tem como objetivo evitar a fragmentação de candidaturas do mesmo campo político e aumentar as chances de chegar ao segundo turno.
O grupo pretende enfrentar o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), enquanto o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) aparece como principal adversário nas pesquisas de intenção de voto.
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Por que Witzel desistiu da candidatura ao Governo do Rio
Ao explicar a decisão, Witzel afirmou que Garotinho reúne melhores condições para liderar a disputa por contar com uma estrutura partidária mais consolidada.
“Nós dois somos competitivos, mas o partido dele está mais estruturado para uma campanha a governador. Meu partido não tem acesso a fundo partidário e está sendo reconstruído. Tenho um capital político que não pode ser desperdiçado. Se tivermos três, quatro candidatos da direita fragmentados, ficamos sem saber quem vai ao segundo turno”, declarou.
A aliança entre Witzel e Garotinho busca evitar a fragmentação da direita nas eleições de 2026Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/ND Mais
O ex-governador também descartou integrar a chapa como candidato a vice-governador. Segundo ele, sua contribuição será política e programática. Witzel afirmou ter apresentado propostas nas áreas de economia, segurança pública e políticas sociais durante uma reunião com Garotinho realizada na sexta-feira (31).
A oficialização da aliança deve ocorrer durante a convenção do Democrata, antigo PMB (Partido da Mulher Brasileira), realizada neste sábado.
Witzel cita trajetória semelhante à de Garotinho
Witzel disse enxergar pontos em comum entre sua trajetória e a de Garotinho, especialmente em relação aos processos judiciais enfrentados por ambos.
“Nós fomos injustiçados. Temos uma história de injustiça. Todas as questões que aconteceram contra ele foram revertidas na Justiça. Isso nos aproxima”, afirmou.
Garotinho chegou a ser preso preventivamente quatro vezes durante investigações, mas os processos penais e eleitorais que motivaram as prisões foram posteriormente anulados pela Justiça.
Já Witzel foi afastado do cargo de governador em 2020, durante investigações sobre supostos desvios na área da saúde. Atualmente, ele ainda responde a quatro ações penais no STJ (Superior Tribunal de Justiça), que seguem em tramitação.
Críticas a Douglas Ruas e ao governo Cláudio Castro
Witzel também explicou por que decidiu não apoiar Douglas Ruas. Segundo ele, o presidente da Alerj mantém ligação com o governo de Cláudio Castro (PL), que era seu vice quando ocorreu o processo de impeachment.
O ex-governador afirmou que o atual grupo político representa um governo que, segundo ele, começou com uma “traição” à sua gestão.
“É um governo com integrantes investigados com provas robustas”, declarou.
Aliança fortalece Garotinho após perda de apoio
O apoio de Witzel ocorre em um momento importante para a campanha de Garotinho. O ex-governador perdeu recentemente o apoio do DC (Democracia Cristã), que havia sinalizado participação na chapa, mas decidiu se aliar ao grupo de Eduardo Paes.
Com a nova composição, Witzel informou que o Democrata poderá indicar o candidato a vice-governador de Garotinho, caso a negociação com o DC não seja retomada.

Carolina Sott Editora/Repórter
Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil. Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital. Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros. Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social. Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas. Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias. Leia mais ▾
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