Antídio Lunelli (MDB): veja como foi a participação do candidato no debate dos candidatos ao Senado por SC promovido pelo Grupo NDFoto: Alan Pedro/ND Mais
Antídio Lunelli (MDB) participou do debate dos candidatos ao Senado por Santa Catarina, promovido pelo Grupo ND, neste domingo (20). O programa foi transmitido pela Record News e o portal ND Mais.
O candidato Antídio Lunelli (MDB) foi escolhido por Jeferson Rocha (PRD), que havia participado do embate anterior, para debater o assunto ‘relações internacionais’. O tema foi sorteado. Jeferson Rocha (PRD) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Antídio Lunelli (MDB) dois minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
O candidato Jeferson Rocha (PRD) pôde escolher com quem teria o embate e escolheu Antídio LunelliFoto: Alan Pedro/ND Mais
Jeferson Rocha (PRD) perguntou: “Senador Antídio, nós temos um governo federal hoje, que está aí há um quarto de século comandando o país e, infelizmente, no que diz respeito às relações internacionais, tem se alinhado a tudo o que não presta em termos de ditaduras, de países que não respeitam a democracia, como é o caso do Irã, por exemplo. E a nossa imagem perante o mercado internacional ficou manchada com o atual governo, com o atual mandatário, o presidente Luiz Inácio. Inclusive ontem ele esteve aqui, Antídio, e disse que nós, catarinenses, produtores rurais, o senhor também é, deveríamos ficar de joelhos para ele. A pergunta que eu lhe faço, como é que podemos mudar a nossa imagem manchada pelo governo do PT, aí nesses quatro anos que está recente, mas comandando o país há muito mais tempo?”
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Antídio Lunelli (MDB) respondeu: “Bom, no meu entendimento, nós deveríamos ampliar muito mais as nossas relações internacionais com muito mais países, onde nós não deveríamos ficar somente a mão, ali de dois ou três grandes consumidores. Então eu acho que nós deveríamos trabalhar com uma amplitude nas nossas relações internacionais e onde não seríamos tanto afetados como nós estamos sendo hoje, tanto por parte dos Estados Unidos, como pelas questões hoje das guerras que nós estamos enfrentando. Então eu entendo que nós deveríamos ter, sim, da mesma forma como que nós temos uma relação com os nossos clientes, uma relação forte de trabalho, uma relação de responsabilidade, uma relação de confiança, e ampliando muito mais para que nós pudéssemos sair da dependência de determinados países. Bem como também, eu diria que na questão das importações também hoje, nós estamos muito limitados, principalmente naquilo que se submete aos materiais, a insumos que nós tanto precisamos. E eu entendo que essa questão hoje, que nós enviamos um navio de soja ou de milho a troco de um contêiner ou meio contêiner de chips, essa relação, essa industrialização também nós temos que trabalhar. Temos que trabalhar melhor essa questão nossa das relações internacionais para não ficarmos à mão de poucos e grandes que acabam nos transformando, eu diria assim, de certa forma, explorados por esse comércio.”
Jeferson Rocha (PRD) falou em sua réplica: “Concordo contigo, senador Antídio, mas quero me voltar agora ao atual mandatário, o senhor Luiz Inácio, e lhes dizer, como produtor rural em defesa da minha categoria, que de joelhos nós só ficamos para rezar, senhor presidente. E o senhor o que fez pelo agro catarinense, o agro do Rio Grande do Sul, mais de 40 suicídios por dívida. O seu governo não fez absolutamente nada, pelo contrário. Só favoreceu o abuso por parte do sistema financeiro e desses juros que estão aí nas alturas.”
Antídio Lunelli (MDB) afirmou em sua tréplica: “Concordo com o candidato Jefferson Rocha e dizer que sim, nós nos últimos dois, três anos o nosso agro tem sido extremamente desvalorizado e hoje estamos em uma situação de endividamentos da grande maioria dos investidores, dos produtores do nosso agro no nosso país. Precisamos rever esta situação, porque estamos indo para uma quebradeira geral.”
Em seguida, Antídio Lunelli (MDB) pôde escolher com quem teria o embate, não podendo ser um candidato que já houvesse participado. Décio Lima (PT) foi escolhido para debater o assunto ‘combate ao crime organizado’.Antídio Lunelli (MDB) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Décio Lima (PT) dois minutos minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Antídio Lunelli (MDB) pôde escolher com quem teria o embate, não podendo ser um candidato que já houvesse participado. Décio Lima (PT) foi escolhidoFoto: Alan Pedro/ND Mais
Antídio Lunelli (MDB) perguntou: “Candidato, nós hoje vivemos em um sistema onde o crime organizado está tomando conta do nosso país. Estamos perdendo a nossa autonomia, inclusive quero lhe dizer que nós temos uma unidade em Maracanú, no Ceará, onde fomos obrigados a terminar um turno em 200 empresas que temos em volta de nós e o Estado do Ceará perdeu mão para o crime organizado. Pergunto ao senhor, como o senhor pretende agir como senador da República referente a este tema do crime organizado?”
Décio Lima (PT) respondeu: ” Bom, inicialmente quero aqui cumprimentar o povo de Santa Catarina, cumprimentar opovo brasileiro pelo alcance, inclusive, desse debate na Record News, cumprimentar os candidatos e trazer aqui a minha contribuição para que você possa fazer a reflexão da importância desse momento. Na matéria que o senhor aborda sobre o crime organizado, nós temos um desafio, eu diria, gigante. Agora, a concepção para isso é a criação de um sistema único de segurança pública no nosso país. É permitir que o nosso país possa reunir a musculatura hoje, já existente, com aquilo que tem o governo federal, os governos estaduais e também muitos municípios com a presença das prefeituras. Mas, mais do que isso, nós temos uma contaminação de um processo miliciano, onde ele está presente também em alguns alcances da economia brasileira, como a gente tem assistido. E também a contaminação da política. Hoje nós estamos vendo, como é o caso da família Bolsonaro, envolvida com essa rede miliciana que traz esse processo, na verdade, de ser um Estado paralelo, fazendo com que eles possam induzir a política, não para dar segurança ao povo brasileiro, mas para trazer a insegurança com os processos milicianos.”
Antídio Lunelli (MDB) afirmou em sua réplica: “Certamente. O que nós temos visto, tanto no nosso país como fora dele, a atuação do crime organizado cada vez mais na política, mas também dentro da justiça, hoje nós temos? Eu defendo que nós tivéssemos muito mais rigidez nas questões quanto ao combate ao crime organizado, tanto no nosso país como em todo o mundo.”
Décio Lima (PT) disse em sua tréplica: “É uma tarefa que está colocada para a nossa geração e para o nosso país. É uma tarefa que traz para nós aquilo que é uma grave situação que, infelizmente, macula a nossa própria história. Mas, é importante que você saiba dos políticos que estão envolvidos com os processos criminosos das milícias no nosso país.”
Segundo bloco
No segundo bloco, o tema era livre, escolhido pelo candidato. O primeiro candidato foi sorteado e poderia escolher com quem teria o confronto. Esperidião Amim (PP), que havia participado do embate anterior, escolheu Antídio Lunelli (MDB) para debater o assunto ‘formas de ajudar o produtor rural’. Esperidião Amim (PP) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Antídio Lunelli (MDB) dois minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Esperidião Amim (PP), que havia participado do embate anterior, escolheu Antídio Lunelli (MDB) para debater o assunto ‘formas de ajudar o produtor rural’Foto: Alan Pedro/ND Mais
Esperidião Amim (PP) perguntou: “O Lunelli, o colono, me permita dizer isso, pé descalço, fazendo pântano, que é aquele pirão, para quem não sabe, para poder plantar o arroz. Pena que isso tenha terminado cedo, né, 17 anos, mas foi o suficiente para aprender. Hoje 5.250, 300 colaboradores. Podia ter colocado no armário esse troféu. Tá compartilhando conosco aqui. Eu me orgulho muito disso. O que que se pode inventar para ajudar o pequeno produtor rural? Eu me orgulho. Banco da Terra, Crédito Fundiário, troca troca, ou seja, dinheiro para fazer conta e pagar o empréstimo. O que que nós podemos inventar?”
Antídio Lunelli (MDB) respondeu: “Muito bem. É, Senador Esperidião Amim. Eu quero lhe dizer de que todo esse aprendizado que nós tivemos em casa, junto com o nono, com a nona, com o papai, com a mamãe, né, desde aquela cadernetinha onde que anotávamos tudo o que comprávamos e o que nós vendíamos, então nós fomos acostumados, né, desde o início da nossa vida, fazendo as contas onde um mais um são dois, não é 2,1 nem 1,9. E quero lhe dizer que agricultor colono sim, com muito orgulho, que continuo sendo hoje e vejo o sofrimento dos nossos granjeiros, deste povo que trabalha de domingo a domingo, de janeiro a janeiro. Eu diria que hoje nós estamos sofrendo muito porque temos uma indústria a céu aberto e nos falta uma cobertura, por exemplo, referente ao seguro agrícola que aos poucos foram foi-se eliminando. Então nós devemos de ter mais segurança à mão do governo do estado, do governo federal para que nós tenhamos a mínima condição, né? Porque hoje temos tantos e tantos que estão perdendo até a sua terra. Nunca se viu tantos leilões como estamos vendo hoje na agricultura. Quero lhe dizer de que, é, nós precisamos sim de incentivo e ainda mais foi na época do troca a troca quando conseguimos senador Esperidião, na época do secretário Vilson Kleinübing comprar o primeiro trator e a primeira colheitadeira. Este programa deveria de retornar ao governo do estado, né? E dizer de que naquela época foi quando nós mais conseguimos, digamos assim, ter uma autonomia e ter um uns olhos mais bem voltados para a nossa agricultura familiar.”
Esperidião Amim (PP) afirmou em sua réplica: “Coisas como Banco da Terra, crédito fundiário, reflorestamento com antecipação de renda, olha bem, coisa de volta para o futuro nós temos que ir. Então eu me alegro muito de tê-lo como meu parceiro, você conhece isso que está falando e assim como eu apresento o meu currículo para pedir o voto, você me orgulha muito quando apresento o seu assim como o meu candidato, o nosso candidato ao governador João Rodrigues o faz.”
Antídio Lunelli (MDB) falou em sua tréplica: “Senador Espiridião Amim, nós temos saudades daqueles governos que foram parceiros da nossa agricultura familiar e é de extrema importância, inclusive até poderíamos ter algo no sistema troca troca para que os pequenos agricultores pudessem comprar 10 hectares de terra, 15 hectares de terra, às vezes tem uma pequena faixinha de terra.”
Em seguida, o candidato Antídio Lunelli (MDB) escolheu Décio Lima (PT) debater o assunto ‘informalidade trabalhista.’ Antídio Lunelli (MDB) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Décio Lima (PT) dois minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Antídio Lunelli (MDB) perguntou: “Candidato, o Brasil hoje 37% das pessoas que trabalham estão na informalidade, trabalhadores sem segurança, compromete a previdência. A situação hoje que nós estamos vivendo, ela é muito perigosa para o nosso futuro, principalmente na situação da previdência. Eu quero perguntar ao nobre candidato o que o Brasil pode fazer para reverter esta situação que nós estamos vivendo hoje.”
Décio Lima (PT) respondeu: “Candidato Lunelli, eu tenho uma honra muito grande nesses últimos 3 anos e meio de presidir uma das entidades mais estratégicas para a sociedade brasileira e para a nossa economia, principalmente dos pequenos, presidir o Sebrae Nacional, que aliás, quando cheguei lá, era a quarta Aliás, a vigésima marca de maior credibilidade do povo brasileiro. E hoje ela é a quarta produto do nosso trabalho. Percorri os 27 estados do nosso país. E estamos alcançando também um número expressivo de processos de mudança da vida da pequena economia brasileira. E quando cheguei atendi nos 20 milhões de brasileiros e brasileiras por ano. Alcançamos no final do ano passado, no período de 1 ano, 65 milhões. E o grande desafio é esse, é a formalização. Há um processo inclusive cultural nesse aspecto, é, aonde as pessoas evitam se formalizarem porque acham que é aquela cultura de pagar impostos. É, inclusive aqui foi citado de que o presidente Lula aumentou em 27 impostos nesse período do terceiro governo dele. Impostos a serem cobrados dos ricos. Ao mesmo tempo, ele desonera o imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000. Portanto, a informalidade é um desafio gigante do processo econômico brasileiro. Mas o empreendedorismo está mostrando resultados fantásticos do processo de inclusão e de formalização.”
Antídio Lunelli (MDB) afirmou em sua réplica: “Prezado candidato, a experiência que eu tenho dentro da do setor empresarial, para um colaborador que recebe R$ 5.000, ele vai levar para a casa em torno de 3.800, 3.850. Mas o custo que tem para a empresa são R$ 10.200. Então, eu defendo que deveríamos de ter mais dinheiro na mão do trabalhador.”
Décio Lima (PT) disse em sua tréplica: “Justamente isso que eu defendo. O senhor é um empresário. Eu tenho uma vida dedicada aos trabalhadores de Santa Catarina. Fui advogado durante toda a minha vida defendendo só um lado a classe trabalhadora. Agora em insuportável a gente ficar entendendo que quem tem que pagar a conta são os pequenos. A desoneração do imposto de renda, ela já nesse ano vai entregar praticamente um novo 13º para os trabalhadores de Santa Catarina e do Brasil.”
Terceiro bloco
Neste bloco, o candidato Antídio Lunelli (MDB) foi escolhido por Esperidião Amim (PP), que havia participado do embate anterior, para debater o assunto ‘combate a corrupção’. O tema foi sorteado. Esperidião Amim (PP) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Antídio Lunelli (MDB) dois minutos minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Esperidião Amim (PP) perguntou: “E estou perguntando para a pessoa certa. A enxada eu já mandei comprar lá na Metalúrgica Fay, desculpa por fazer propaganda. E outros instrumentos. Mas realmente nós estamos enfrentando dificuldades. Eu não quero incriminar isto ou aquilo. Mas quando você não consegue investigar as 52 perguntas que o Daniel Boccardo fez para o ministro Alexandre Morais. Quando o Globo noticia hoje, né? A viagem no Jatinho conferindo lá prefixo da da aeronave, desmentindo mais uma vez o ministro, você acha que é possível combater a corrupção aqui e deixar lá como está?”
Antídio Lunelli (MDB) respondeu: “Muito bem, senador Esperidião Amim. Isso que nós estamos vivendo hoje é uma vergonha. Nos envergonha até em muitos momentos de dizer de que somos brasileiros. E quando eu falo, não é só na questão do Supremo Tribunal Federal, mesmo na questão da gestão dos governos federais, estaduais, até municipais e dizer de que eu sou totalmente o que é público tem que ser transparente. Não pode existir de tudo que for do setor público estar engavetado, inclusive até com sigilos aí de como o presidente colocou de 100 anos. Isso não pode existir. Tudo que é público tem que ser transparente. Eu condeno veementemente. Acho que de quem mexe no dinheiro público deve de ir para a cadeia, sair no camburão da polícia, né, diretamente para a cadeia. Porque mexer no dinheiro público é tirar da educação, é tirar da alimentação, é tirar da saúde. Isto é um crime que jamais nós podemos admitir e permitir. Infelizmente, hoje, a gente vê, enxerga todos os dias, isto que está acontecendo no nosso judiciário, né, que a nossa mais alta corte, o último estágio onde que a gente sempre poderia recorrer e hoje não temos mais confiança, não temos mais absolutamente. Eu sou favorável a uma varredura total, leis mais fortes, mais firmes e quem mexeu em dinheiro público, quem meteu a mão no baleiro tem que ser preso imediatamente e as penas devem ser muito mais rigorosas.“
Esperidião Amim (PP) disse em sua réplica: “A minha réplica é baseada no que nós estamos assistindo e não há quem não fique indignado com isso. Quer dizer, o sujeito que julga, que condenou a mulher do batom. Sim, há 14 anos ao seu conterrâneo de Corupá 17, usar caneta, ter peso em afastá-lo, pedir vista depois de votar para embaralhar o processo, isso não vai dar certo e é preciso que nós tenhamos muita determinação.”
Antídio Lunelli (MDB) afirmou em sua tréplica: “Concordo plenamente com o senhor senador Espiridião a mim e quero lhe dizer de que se estivermos juntos no Senado, nós trabalharemos sim para que pudéssemos acabar com esta vergonheira do nosso país. Eu não admito, eu fui prefeito de Jaraguá do Sul com uma administração séria, honesta e transparente, que é o que nós precisamos. O setor público tem que ser totalmente transparente.”
Em seguida, o candidato Antídio Lunelli (MDB) escolheu Afrânio Boppré (PSOL) para debater o tema ‘reforma administrativa’. O tema foi sorteado. Antídio Lunelli (MDB) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Afrânio Boppré (PSOL) dois minutos minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Antídio Lunelli (MDB) escolheu Afrânio Boppré (PSOL) para debater o tema ‘reforma administrativa’Foto: Alan Pedro/ND Mais
Antídio Lunelli (MDB) perguntou: “Candidato Afrânio, eu lhe pergunto referente hoje essa essa situação que nós estamos vivendo né? Eu diria até de um certo embrulho, né? E nós da iniciativa privada sempre temos um caminho mais reto, mais objetivo.E, qual seria a sua colocação referente à reforma administrativa do nosso país?”
Afrânio Boppré (PSOL) respondeu: “Eu acho que existe muito espaço pra gente aperfeiçoar a a gestão pública. Mas sobretudo, nunca prejudicando o atendimento na ponta. Ao contrário, o Estado deve existir não para favorecer os interesses privados. Eu acho que uma linha, uma diretriz importante sobre reforma administrativa é desprivatizar o Estado, deixar ele cuidando daquilo que é de interesse público, no interesse da nossa população. Hoje tem muita gente parasitando empresários, inclusive, recebendo isenções fiscais, como nós temos aqui em Santa Catarina, que precisa ser revista. E certamente, no sistema administrativo nacional, também. Até porque a reforma administrativa também ajuda a combater a corrupção. E existe muitas formas de botar a mão no baleiro. Quando nós vimos aqui em Santa Catarina, prefeitos, prefeitos 28 prefeitos presos do campo da direita, da extrema direita, dos partidos, inclusive, que o o senhor faz parte e eu quero dizer o seguinte: a concepção da reforma administrativa tem que ser para fortalecer o Estado para desenvolver políticas públicas para quem precisa e não para favorecer com compadrios, com alinhamento interesses que são nefastos ao interesse público. Eu entendo que é possível pautar esse assunto. O presidente Lula vem se esforçando, mas lá no Senado ele está sendo interditado, sabotado para fazer as grandes mudanças que o Brasil precisa.”
Antídio Lunelli (MDB) afirmou em sua réplica: “Candidato Afranio, eu concordo em partes com o senhor, mas eu diria que na questão administrativa do setor público, fundamental é usar a tecnologia da informação. E falo isso para o senhor quando o prefeito em Jaraguá do Sul, que informatizamos toda a nossa prefeitura, o resultado que nós tivemos excepcional. Então, o setor público precisa ser totalmente informatizado.”
Afrânio Boppré (PSOL) disse em sua tréplica: “Não, certamente. Ninguém vai defender o retorno para a época da pedra. Nós precisamos avançar, modernizar o Brasil.Mas isso tem que ter um alinhamento político com políticas públicas, alcançar as pessoas que mais precisam, fazer política pública na área da saúde, na área da educação, como o presidente Lula vem fazendo, com pé de meia para os estudantes e garantindo a melhor qualidade de vida, fortalecendo o Estado e desprivatização.”
Quarto bloco:
No quarto bloco, o tema era livre, escolhido pelo candidato. O primeiro candidato foi sorteado e poderia escolher com quem teria o confronto. O candidato Antídio Lunelli (MDB) foi escolhido por Esperidião Amim (PP), que foi o primeiro sorteado, para debater o assunto ‘combate a corrupção’. Esperidião Amim (PP) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Antídio Lunelli (MDB) dois minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Esperidião Amim (PP) perguntou: “Eu gostaria de agradecer pela oportunidade que eu tenho de trocar essas impressões em público a respeito do assunto. E nesse caso de um tema livre, eu continuo achando que nós estamos vivendo uma situação insuportável em matéria de combate à corrupção e mau exemplo que o Supremo Tribunal Federal nos dá. Eu focalizei rapidamente esse episódio que o Jornal O Globo está divulgando hoje e eu acho que faz parte do Pacto Federativo nós reivindicarmos que haja um rodízio além do Norte e Nordeste, mas que outras regiões possam ter o presidente do Senado.”
Antídio Lunelli (MDB) respondeu: “Concordo plenamente com o senhor e dizer que, se o senhor for eleito, e eu também, nós vamos defender, inclusive, para que o senhor fosse o presidente do Senado, para que não ficasse um processo sequer debaixo da mesa ou debaixo dos panos, do tapete. Nós entendemos que jamais poderia acontecer o que está acontecendo hoje, senador Esperidião Amin. O Congresso Nacional é o único que tem autoridade e autonomia para poder pedir um impeachment de qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal. E só não está acontecendo, imagino eu, porque certamente devem ter muitos lá com problemas e que não têm esta coragem para fazê-lo. Quero dizer de que, se nós estivermos lá, eu não tenho medo de ninguém, porque nós trabalhamos sempre de uma forma correta, de uma forma transparente e, como eu já coloquei antes, o setor público, senador, tem que ser totalmente transparente. Nós não podemos ter coisas escondidas nas gavetas ou por debaixo da mesa. Então, concordo com o senhor e estou aqui, sou um soldado para isso. Amin 111 e Lunelli 155 para o Senado.”
Esperidião Amim (PP) disse em sua réplica: Fico grato pela parte que me toca, mas eu quero chamar a atenção. Então, se continuamos a assistir essa proteção no Supremo Tribunal Federal, nós não podemos admitir a frase que o atual presidente do Senado proferiu, eu costumo dizer uma frase maldita, que diz o seguinte, nem com 80 assinaturas eu abro um processo de impeachment. Isso é inconstitucional, não pode ser aceito”
Antídio Lunelli (MDB) afirmou em sua tréplica: “Senador, eu entendo de que esta frase maldita, nós deveríamos simplesmente seguir a Constituição Federal, afinal, o Supremo é o guardião da nossa Constituição. Então, que credibilidade é que nós temos hoje? Nós vamos mudar esta situação. Esperidião 111, Lunelli 155.”
Antídio Lunelli (MDB) escolheu Jeferson Rocha (PRD), para debater o assunto ‘infraestrutura e agronegócio”. Antídio Lunelli (MDB) teve 45 segundos para fazer a pergunta e Jeferson Rocha (PRD) dois minutos para a responder. O tempo para a réplica era de 30 segundos, bem como para a tréplica.
Antídio Lunelli (MDB) perguntou: “Jeferson, candidato Jeferson, o que o senhor tem a nos colocar referente à questão da infraestrutura que nós vivemos hoje no nosso Estado de Santa Catarina, com toda a produção que nós temos, este Estado empreendedor, com uma economia diversificada, e extremamente produtor do agronegócio, da agroindústria, que deve representar mais de 30% do PIB catarinense, e o que o senhor tem a dizer referente à infraestrutura que nós temos no Estado de Santa Catarina?”
Jeferson Rocha (PR) respondeu: “Senador Antídio, nós vivemos o caos da infraestrutura no Estado de Santa Catarina, notadamente em relação às obras federais que não acontecem no nosso Estado. Eu citei anteriormente a 282, a 470, nós precisamos de uma terceira faixa norte na 101, que não suporta mais o fluxo da nossa produção, do nosso empreendedorismo, das nossas exportações, e isso se deve, senador Antídio, à ausência do governo federal em Santa Catarina. O governo Lula, que é um governo perdulário, que gasta muito e gasta mal, aumenta a arrecadação tributária e não devolve o mínimo para o Estado de Santa Catarina em termos de obras federais. Por isso é que eu defendo, na minha proposta, o que chamo de PEC Santa Catarina em primeiro lugar, mas vale para todos os estados federados, que é a revisão desta distribuição dos tributos aqui amealhados. Por muito menos, senador Antídio, há 191 anos, hoje com a tomada de Porto Alegre há 191 anos, se fazia uma revolução, que foi uma revolução farroupilha. Santa Catarina chegou a ter uma república, juliana, por conta de 35% de tributos que pagávamos ao império e hoje a nossa carga tributária supera os 45% e a devolução de tudo que mandamos, mandamos 100 e volta 10 migalhas para quem produz, para quem trabalha, para quem gera emprego, renda, chega, basta. Agora é Santa Catarina em primeiro lugar, por isso eu peço o seu voto para Jefferson Rocha, 250, para Ralph Zimmer, 25, e para o nosso presidente, Augusto Cury. Já abri voto para ele no debate passado e entendo uma alternativa a esta lama em que vive o país, infelizmente, com corrupção e gastança desenfreada dos recursos que nós produzimos, senador.”
Antídio Lunelli (MDB) disse em sua réplica: “Eu gostaria de colocar a todos que nos acompanham, que nos assistem neste momento, que eu, quando prefeito de Jaraguá do Sul, somente no meu primeiro mandato, fiz mais asfalto do que Joinville e Florianópolis juntos, devido ao cuidado do dinheiro público. Nós aprendemos de casa, seu dinheiro não é teu filho, cuide 10 vezes mais e isso nós levamos para a vida pública.”
Jeferson Rocha (PR) afirmou em sua tréplica: “Perfeito, estive lá em Jaraguá do Sul e pude conferir, porque a tua cidade está um brinco Antídio. Mas eu não posso falar o mesmo da 282, que é uma máquina de moer, gente, a 470, e as obras de infraestrutura que o nosso Estado necessita. Não temos uma ferrovia em Santa Catarina, a exceção da ferrovia em Criciúma, que leva carvão à Jorge Lacerda, precisamos de desenvolvimento e, para isso, precisamos de recurso. Por isso que eu defendo a revisão da distribuição desses tributos e a chance agora. É Jefferson Rocha 250, porque aqui é Santa Catarina em primeiro lugar.”
Considerações finais:
A partir de um sorteio foram decididos quais candidatos fariam as considerações finais. Cada candidato teve dois minutos.
Antídio Lunelli (MDB): “Quero aqui agradecer imensamente a você, Tânia, do ND+, da Record, agradecer aos colegas que aqui participaram neste momento, deste debate tão importante, e ao mesmo tempo gostaria de condenar a ausência tanto de um candidato, como de uma candidata também, que não participam dos debates. Isto realmente é muito ruim para a democracia brasileira e a democracia catarinense, não se apresentam. Enfim, eu gostaria, mais uma vez, de dizer a todos os catarinenses de que sou um colono, um filho de agricultor, continuo sendo ainda hoje um agricultor, um sofredor, fui também empregado, funcionário.Mais tarde, iniciamos a nossa empresa, que completará agora, dia 1º de outubro, 45 anos de trabalho sério, honesto, transparente, dando mais de 5 mil famílias que trabalham diretamente conosco na nossa empresa. Único prefeito reeleito da história do município de Jaraguá do Sul, com mais de 70%, a cidade mais segura do Brasil. Fizemos lá, sim, um trabalho sério, honesto, transparente, levando gestão todos os dias para o setor público. Eu quero aqui ser senador por Santa Catarina porque eu tenho a minha vida resolvida. Eu estou aqui para contribuir, como contribuí com o nosso município, como contribuí na ALESC e também quero contribuir no Senado Federal, que não dependo da política e tenho coragem para impeachment qualquer ministro que seja, porque não tenho rabo preso com ninguém. Antídio Lunelli, 155, Esperidião Amin, 111 e o nosso governador…”
Dinâmica do Debate
O debate foi dividido em cinco blocos, alternando entre um bloco com temas livres e outro com temas selecionados pelo Grupo ND e sorteados ao vivo, para cada embate. A cada rodada, o candidato que iniciou o debate também foi sorteado, e na sequência, escolheu o adversário.
Conforme as regras estabelecidas previamente, os candidatos tiveram o tempo máximo de 45 segundos para a pergunta, 2 minutos para a resposta e 30 segundos para a réplica, bem como para a tréplica.
No quinto e último bloco, todos os participantes tiveram dois minutos para fazer suas considerações finais.
Participaram do debate os candidatos:
– Afrânio Boppré (PSOL);- Antídio Lunelli (MDB);- Décio Lima (PT);- Esperidião Amin (PP);- Jeferson Rocha (PRD)
O candidato Carlos Bolsonaro (PL) foi convidado, mas decidiu não participar do debate. A candidata Carol de Toni (PL), não pôde comparecer ao debate e cumpre agenda no oeste do estado.
Já os candidatos dos partidos UP, PCO, PSTU e MISSÃO não participam por não ter representatividade no Congresso.
Assista ao debate na íntegra:
