Candidatura de Michelle Bolsonaro ganha apoio do ex-presidenteFoto: Isac Nóbrega/PR
A candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal entrou no centro de uma disputa familiar e política envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-mandatário tem incentivado a esposa a disputar uma das duas vagas da Casa Alta na eleição deste ano.
Michelle nunca admitiu publicamente ter a intenção de concorrer ao Senado e, quando questionada sobre o assunto, afirma que uma eventual candidatura seria consequência de um “chamado de Deus”.
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A ex-primeira-dama também tem dito que aguardará as convenções partidárias, marcadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, para definir se irá participar da disputa.
Segundo o Metrópoles, Michelle tem afirmado que é Jair Bolsonaro quem insiste no projeto eleitoral.
Briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro balançou os bastidoresFoto: Andressa Anholete/Agência Senado e Zack Stencil/PL/Divulgação/ND Mais
O Senado tem uma importância estratégica para o ex-presidente, que busca fortalecer sua base de apoio na Casa Alta com aliados considerados de primeira ordem.
Isso ocorre porque cabe ao Senado analisar temas relevantes para o bolsonarismo, como processos de impeachment e a aprovação de indicações de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Michelle, Bolsonaro tenta viabilizar a candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina e de Eduardo Bolsonaro como suplente por São Paulo.
Disputa pela candidatura de Michelle Bolsonaro ganha novos capítulos
A candidatura de Michelle Bolsonaro ganhou novos elementos após a desistência de um dos principais adversários na disputa por uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal: o ex-governador Ibaneis Rocha anunciou que não pretende mais concorrer à Casa Alta.
A saída de Ibaneis abre espaço para uma possível aliança dentro da direita envolvendo duas pré-candidatas do Partido Liberal: Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis (PL).
Além das duas representantes do PL, outros três nomes aparecem como pré-candidatos ao Senado pelo Distrito Federal: a deputada federal Erika Kokay (PT), a senadora Leila Barros (PDT) e o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo).
Michelle Bolsonaro deixou o comando do PL Mulher após racha com FlávioFoto: PL Mulher/Divulgação
Saúde de Bolsonaro e conflito com Flávio Bolsonaro influenciam cenário
A candidatura de Michelle, que durante um período era considerada praticamente definida, passou a ser tratada como uma possibilidade incerta após a saída conturbada da presidência do PL Mulher, em 30 de junho.
A ex-primeira-dama deixou o comando da ala feminina do partido após uma crise pública envolvendo o enteado e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
Michelle entregou o cargo depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentou convencê-la a fazer uma retratação pública sobre um vídeo em que afirmou que Flávio a “maltratou”, “humilhou” e “deixou claro que não queria seu apoio”.
O episódio aumentou as dúvidas sobre os próximos passos políticos da ex-primeira-dama e sobre a confirmação definitiva de sua participação na disputa pelo Senado.

Deny Campos Repórter
Deny Campos é repórter do portal ND Mais, responsável por trazer os destaques do cenário nacional e internacional, como a previsão do tempo no Brasil e casos de segurança que chamam a atenção em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades. Formado pela Feapa (Faculdade de Estudos Avançados do Pará) e com MBA em Comunicação e Marketing Digital, é jornalista desde 2018, atuou como assessor na OAB Pará e também escreve sobre política, economia e bastidores. Cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, com foco na produção de matérias factuais de nível estadual e nacional sobre os pleitos municipais. Leia mais ▾
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