No ES, Flávio Bolsonaro ataca Moraes após proibiçãoFoto: Saulo Cruz/Agência Senado/ND Mais
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste sábado (18) que não pretende “abaixar a cabeça” após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, desta sexta-feira (17), que manteve a proibição para visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro que cumpre prisão domiciliar por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
A declaração de Flávio contra Moraes foi feita durante um evento político realizado no Espírito Santo.
Flávio Bolsonaro discursou durante o lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado Federal e afirmou que continuará atuando politicamente, apesar das restrições impostas.
Receba as principais notícias de política e eleições
Flávio Bolsonaro reage à proibição de visitar o pai e sobe o tom contra MoraesFoto: Montagem feita com imagens das redes sociais e do STF/ND Mais
“Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum, eu sou conhecido na política como uma pessoa centrada, ponderada, alguém que busca sempre construir pontes.
Eu vou continuar sendo assim, mas entendam que quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo, a não ser que todos voltem a cumprir a Constituição”, disse o senador.
A decisão assinada por Alexandre de Moraes na sexta-feira (17) suspendeu por 30 dias o direito de Jair Bolsonaro receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. Permaneceram autorizados apenas atendimentos de médicos, fisioterapeutas e advogados.
A limitação aplicada ao senador foi mantida após ele divulgar, em 11 de julho, uma carta escrita por Jair Bolsonaro nas redes sociais.
Senador diz que não busca vingança
Durante o mesmo discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que não deseja retaliar Alexandre de Moraes e declarou que faz orações pelo ministro.
“Eu não estou buscando vingança de nada, peço a Deus que possa resgatar aquela alma [Alexandre de Moraes]. Não tem ninguém que está acima da lei, por que ele acha que pode? Por que a esposa dele recebe R$ 129 milhões? Para fingir que está advogando e ele faz advocacia administrativa. Por que ele está acima da lei? Por que nenhuma investigação começa?”, indagou o senador.
Na sequência, o parlamentar voltou a defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, investigação que tem Alexandre de Moraes como relator.
“Apesar do Alexandre de Moraes ser a pessoa que está fazendo tanto mal para o Brasil, tem pessoas aqui que serão anistiadas, subirão a rampa comigo”, disse.
Promessas para eventual governo
Ainda durante o evento, o senador afirmou que pretende ampliar a autonomia da PF (Polícia Federal) caso seja eleito presidente da República.
“As instituições estão aparelhadas. Policiais federais deste Brasil, vocês voltarão a ter autonomia para trabalhar, vocês voltarão a ir atrás de bandido de verdade. Vocês serão valorizados a partir de 2027. Mas vocês que estão se prestando a um papel de destruir um país, cumprindo ordens ilegais, vocês vão cumprir a lei”, declarou.

Filipe Melo Repórter
Filipe Melo é repórter do ND Mais, integrante do Núcleo Nacional, e escreve sobre o que há de mais importante no Brasil e no mundo. Formado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), atua profissionalmente desde 2023 e já contribuiu com grandes coberturas, como do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e da Operação Contenção, no Rio de Janeiro. Produz matérias de utilidade para o cotidiano dos leitores, envolvendo serviços, prazos, economia, política e segurança, unindo últimas notícias e informações qualificadas. Além disso, teve passagem pela Apufsc-Sindical, onde trabalhou na área de jornalismo educativo. Participou da cobertura das Eleições 2022 pelo TJ UFSC, acompanhando em tempo real a apuração dos votos e os resultados do pleito em Florianópolis. Leia mais ▾
O que você achou deste conteúdo?
Por favor, complete a verificação de segurança.
