As novas regras de segurança do Pix definidas pelo BC (Banco Central) estão em vigor desde fevereiro e têm como foco acelerar a recuperação de valores transferidos em casos de fraude e reduzir prejuízos aos usuários.
Entre as mudanças, foi atualizado a função MED (Mecanismo Especial de Devolução) do sistema do Pix, que passa a rastrear com mais eficiência o caminho do dinheiro e permite o bloqueio e a devolução mais rápidos em situações suspeitas.
Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes envolvendo Pix ou boletos bancários, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
As ocorrências afetam todas as idades, com idosos sendo mais vulneráveis a boletos falsos e jovens a golpes em compras online.
O que fazer se cair no golpe do Pix?
- O cliente deve contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco;
- A instituição de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;
- Os recursos são bloqueados na conta do suspeito;
- As instituições analisam o caso;
- Se confirmada a fraude, o valor é devolvido;
- Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.
O que muda com as novas regras do Pix?
- MED passa a ser obrigatório: todos os bancos e instituições de pagamento que operam o Pix devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução.
- Rastreamento do dinheiro entre contas: a devolução não fica mais restrita à conta que recebeu inicialmente o valor. O sistema passa a rastrear transferências para contas intermediárias.
- Bloqueio automático de valores suspeitos: todas as instituições participantes do Pix são obrigadas a bloquear valores suspeitos de fraude por até 11 dias, enquanto a análise é feita.
- Prazo menor para devolução: o Banco Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação, prazo mais curto do que o praticado anteriormente.
- Compartilhamento de informações entre instituições: bancos passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, o que facilita o bloqueio e a restituição dos recursos.
- Autoatendimento para contestação: A vítima pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato humano.
Outra frente importante é o reforço da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além da ampliação do uso do autoatendimento nos aplicativos, o que torna a contestação mais simples e rápida para o usuário.
Em outubro, o Banco Central já havia determinado que todas as instituições financeiras oferecessem o MED por meio de um botão de contestação em seus aplicativos. A medida atualizou o sistema para a adoção das novas regras.
