Camila Costa da Cunha Florianópolis
Bruno Eulálio Santos, de 27 anos, entrou em um hospital como faxineiro e, anos depois, voltou ao ambiente como médicoFoto: Balanço Geral/ ND Mais
Bruno Eulálio Santos, de 27 anos, entrou em um hospital como faxineiro e, anos depois, voltou ao ambiente vestindo um jaleco. Formado em Medicina pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o jovem concluiu a graduação no último domingo (12) e agora inicia oficialmente a carreira na profissão que descobriu enquanto trabalhava na limpeza. Em entrevista exclusiva ao Balanço Geral Florianópolis, ele relembrou a trajetória que mudou sua vida.
Natural da cidade de Contagem em Minas Gerais, Bruno se mudou para Santa Catarina em busca de trabalho. O primeiro emprego foi como faxineiro em um hospital, onde passou a observar a rotina dos médicos e enxergou, pela primeira vez, a possibilidade de seguir a mesma profissão.
Receba no WhatsApp as principais notícias da Grande Florianópolis Entre no grupo
Bruno não tinha o sonho de ser médico, descobriu a possibilidade depois de trabalhar de faxineiro em um hospitalFoto: Balanço Geral/ ND Mais
“Eu não era alguém que tinha o sonho de fazer Medicina. Não era a minha realidade. Eu fui descobrir que isso poderia ser uma possibilidade depois da experiência de trabalhar na faxina do hospital.”
Flashcards e persistência garantiram a aprovação
Sem condições de pagar uma faculdade particular, Bruno estudou para o vestibular da UFSC utilizando uma plataforma online de R$20,00 por mês e um método simples: flashcards feitos à mão, que revisava nos intervalos do trabalho e durante as viagens de ônibus.
Sem condições de pagar uma faculdade particular, Bruno estudou para o vestibular da UFSC utilizando uma plataforma online de R$20,00 por mêsFoto: Balanço Geral/ ND Mais
“Eu fazia um maço de flashcards e carregava comigo. Sempre que aparecia um tempinho, eu pegava e revisava.”
flashcards feitos à mão, que Bruno revisava nos intervalos do trabalho e durante as viagens de ônibusFoto: Balanço Geral/ ND Mais
A aprovação não veio na primeira tentativa. Mesmo assim, ele decidiu continuar estudando e conseguiu uma vaga no curso de Medicina no ano seguinte.
Registro no CRM oficializa o início da carreira médica
Seis anos depois de entrar na universidade, Bruno recebeu o diploma de médico e, dias depois, o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina), que permite o exercício da profissão.
Seis anos depois de entrar na universidade, Bruno recebeu o diploma de médico e, dias depois, o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) Foto: Balanço Geral/ ND Mais
Agora, a prioridade é conquistar o primeiro emprego e seguir investindo na carreira.
“Eu continuo sendo uma pessoa pobre mesmo depois de ter me formado em Medicina. Para mim, neste momento, o importante é arrumar um emprego.”
O próximo objetivo é fazer uma especialização e servir de inspiração para outras pessoas.
“Quero arrumar um emprego, fazer uma especialização e ser cada vez mais uma referência para as pessoas que estão vindo.”
O que você achou deste conteúdo?
Por favor, complete a verificação de segurança.
