Racha no PL em Goiás: Wilder Morais e Márcio Corrêa trocam acusações públicas e escancaram crise no partidoFoto: Reprodução/ND Mais
A corrida pelo Governo nas eleições em Goiás ganhou um novo capítulo de tensão entre integrantes do PL. O senador e candidato ao governo do estado, Wilder Morais e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, trocaram ataques públicos após uma provocação feita durante sabatina do jornal Mais Goiás, na última sexta-feira (4). Marcio declarou apoio à reeleição de Daniel Vilela que é do MDB e não apoio ao senador.
Ao comentar o apoio de Márcio Corrêa a Daniel, Wilder classificou o prefeito como alguém de “sabor direita” e afirmou que ele sentiria o “sabor amargo da derrota”. Inclusive, o senador pediu até a expulsão de Marcio do partido por infidelidade partidária. A resposta veio poucas horas depois, em vídeo publicado nas redes sociais.
Márcio rebateu o senador dizendo que Wilder deveria aproveitar o espaço em veículos de comunicação para apresentar propostas ao eleitor, em vez de atacar adversários. Segundo o prefeito, o senador não teria conseguido apresentar projetos concretos para áreas como saúde.
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Na sequência, Corrêa elevou o tom e trouxe para a disputa episódios antigos relacionados a Wilder. Entre as provocações, citou a proximidade do senador com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, e também fez referência ao contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Prefeito e senador do PL trocam farpas, pedem expulsão e resgatam polêmicas do passadoFoto: Marcos Oliveira/Agência Senado/ND Mais
“Podia ter citado aí sabor Cachoeira, sabor Moraes, sabor Messias, sabor rabo preso, sabor preguiça”, afirmou o prefeito, antes de dizer que, para Wilder, o resultado da eleição teria “sabor amargo da derrota”.
Ataques resgatam relações com Carlinhos Cachoeira e Alexandre de Moraes
A declaração de Márcio também resgatou episódios que marcaram a trajetória política de Wilder. Em 2012, o senador assumiu a vaga de Demóstenes Torres após a cassação do então parlamentar.
Na época, diálogos revelados pela Polícia Federal apontaram que Carlinhos Cachoeira afirmava ter contribuído para a ascensão política de Wilder. O senador disse posteriormente que agradecia ao contraventor para encerrar a conversa.Já a referência a Alexandre de Moraes remonta a 2017.
Crise no PL-GO: discordância sobre alianças eleitorais gera troca de acusações e escancara racha entre Wilder Morais e Márcio Corrêa nas eleições em GoiásFoto: Reprodução/ND Mais
Naquele ano, Wilder, então filiado ao PP, recebeu em um barco de sua propriedade, no Lago Paranoá, em Brasília, políticos para uma espécie de sabatina informal com Moraes, que era cotado para uma vaga no STF, publicou o jornal Mais Goiás.
Cerca de um mês depois, Moraes teve a indicação aprovada pelo Senado para ocupar a cadeira deixada após a morte do ministro Teori Zavascki. Ao encerrar o vídeo, Márcio voltou a atacar Wilder e afirmou que deixou de apoiá-lo politicamente.
Wilder é senador e candidato ao governo de GoiásFoto:Divulgação/ND Mais
Também acusou o senador de ter “comprado o partido” e questionou a possibilidade de expulsão de integrantes que não apoiem seu projeto eleitoral.“Vê se o senhor me esquece, vai fazer campanha, vai gastar sola de sapato”, declarou o prefeito.
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